Cuidando de pequenos corações com ciência e amor

A SHCE é rara e desafiadora, mas com cuidado especializado e acompanhamento contínuo, muitos bebês crescem e se desenvolvem com qualidade de vida.

Dra. Sonia Franchi

Cardiologia infantil e Cardiopatias congênitas

Dra. Sonia Franchi

Cardiologia infantil e Cardiopatias congênitas

[ ENTENDA A CONDIÇÃO ]

O Que é a Síndrome da Hipoplasia do Coração Esquerdo?

A Síndrome da Hipoplasia do Coração Esquerdo (SHCE) é uma cardiopatia congênita grave em que as estruturas do lado esquerdo do coração não se desenvolvem adequadamente.

Aqui, você encontrará informações claras sobre diagnóstico, opções de tratamento (Norwood, Glenn, Fontan e procedimentos híbridos), sinais de alerta e recursos de apoio para famílias.

1

Desenvolvimento do coração

Estruturas como ventrículo esquerdo, válvula mitral e aorta não se desenvolvem totalmente.

2

Circulação comprometida

O coração não consegue enviar sangue oxigenado suficiente para os órgãos.

3

Diagnóstico
precoce

A SHCE pode ser detectada no ultrassom cardíaco fetal entre 18 e 22 semanas.

4

Manifestações ao
nascer

Cianose, dificuldade para respirar e fraqueza podem surgir quando o bebê nasce.

5

Necessidade de tratamento especializado

A criança necessita de procedimentos cirúrgicos planejados para garantir a circulação adequada.

[ ENTENDA A CONDIÇÃO ]

Diagnóstico & Sinais - Orientação direta

A Síndrome da Hipoplasia do Coração Esquerdo pode ser identificada ainda na gestação ou nos primeiros dias de vida. O diagnóstico precoce permite planejar o cuidado e garantir suporte especializado desde o nascimento.

[ TRATAMENTO ]

Como funciona o tratamento da SHCE, na prática

A SHCE é tratada por meio de cirurgias em etapas e acompanhamento especializado contínuo. Veja como funciona cada fase desse cuidado.

01.

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Desenvolvimento do coração

Assim que o bebê nasce, uma equipe especializada inicia os cuidados imediatos para garantir estabilidade cardíaca e respiratória. Isso inclui medicação para manter o fluxo sanguíneo adequado e monitorização contínua.

02.

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Cirurgia inicial
(Norwood)

Nos primeiros dias de vida, é realizada a primeira cirurgia para redirecionar o fluxo sanguíneo e permitir que o corpo receba oxigênio suficiente. Essa é uma etapa delicada, mas fundamental.

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Procedimentos complementares (Glenn e Fontan)

Ao longo da infância, outras cirurgias são realizadas para aprimorar a circulação e reduzir a carga sobre o coração.

Essas cirurgias são planejadas com cuidado
e realizadas por centros especializados.

04.

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Temos os melhores resultados do Brasil

Nossa equipe destaca-se nacionalmente pela excelência no manejo da SHCE, reunindo experiência, tecnologia de ponta e protocolos avançados que se traduzem em alguns dos melhores resultados do Brasil. Esse padrão de cuidado garante mais segurança, melhores desfechos clínicos e uma nova perspectiva de vida para pacientes e suas famílias.

[ QUEM SOU EU ]

Sonia Meiken Franchi

Graduada em medicina pela PUC- SP em 1989, com residência em pediatria no Instituto da Criança ( ICr) do Hospital das Clinicas da FMUSP e especialização em cardiologia infantil e cardiopatias congênitas no adulto pelo Instituto do Coração (Incor) em 1994.

Foi, então, contratada pelo Incor como assistente médica para cuidados de pre e pós operatório cardíaco, no periodo de 1995 a 2000 e , posteriormente, atuou no ambulatório de cardiopatia congênita, abrangendo todas as faixas etárias.

Desde 1995 até os dias atuais, trabalha no Hospital BP, junto à equipe do Dr. José Pedro da Silva, sendo responsável clínica pelo acompanhamento pré e pós operatório dos pacientes com cardiopatia congênita da equipe.

Dúvidas Frequentes...

A SHCE é uma anomalia congênita em que o lado esquerdo do coração – incluindo a valva mitral, valva aortica , ventrículo esquerdo e a aorta – é subdesenvolvido. Isso impede o bombeamento adequado de sangue para o corpo, sendo uma das cardiopatias congênitas mais graves.

A síndrome ocorre em aproximadamente 2 a 3 em cada 10.000 nascidos vivos e representa de 2% a 3% de todas as cardiopatias congênitas. Sem tratamento, é fatal nos primeiros dias de vida.

O diagnóstico pode ser realizado por ecocardiografia fetal a partir de 18 a 22 semanas de gestação. Após o nascimento, exames como ecocardiograma, eletrocardiograma e radiografia de tórax ajudam a confirmar o diagnóstico.

Os sintomas geralmente aparecem nas primeiras 24 a 48 horas de vida, quando o canal arterial começa a se fechar. Os sinais incluem cianose (pele azulada), respiração rápida, fraqueza, dificuldade para mamar e letargia. Procure atendimento imediato se esses sinais surgirem.

O tratamento mais comum envolve cirurgia em três etapas: Norwood (nos primeiros dias de vida), Glenn (por volta de 4 a 5 meses) e Fontan (entre 3 e 4 anos). Em alguns casos, utiliza-se o procedimento híbrido, combinando técnicas cirúrgicas e cateterismo na primeira fase, seguida das outras etapas cirúrgicas , ou o transplante cardíaco.

Mesmo com o avanço das técnicas cirúrgicas, as taxas de sobrevida ainda são baixas na maioria dos centros de cardiopatias congênitas, mas vem melhorando gradativamente .*
O acompanhamento é contínuo e inclui consultas regulares com cardiologista pediátrico e equipe multidisciplinar como fisioterapia, fonoterapia e terapia ocupacional com atenção ao desenvolvimento neuropsicomotor.

Após o diagnóstico, recomenda-se o acompanhamento com equipe multidisciplinar especializada em cardiologia fetal, obstetrícia de alto risco e neonatologia. O parto deve ocorrer em hospital com suporte cirúrgico cardíaco pediátrico.

Logo após o nascimento, são realizados os cuidados de rotina do bebê e iniciado uma medicação endovenosa para manutenção do canal arterial aberto a fim de manter a estabilidade do recém nascido.

Após chegada na UTI, é realizado o ecocardiograma para definição do diagnóstico cardiológico.
 
A cirurgia será realizada após 48 a 72 horas do nascimento na grande maioria dos casos.
 
O pós-operatório exige cuidado intensivo, pois a cirurgia de Norwood é um procedimento grande, que pode causar grande instabilidade inicial.
 
O bebê terá monitorização contínua de seus parâmetros vitais até sua recuperação, que permita retirada dos aparelhos e medicações.

Logo após o nascimento, são realizados os cuidados de rotina do bebê e iniciado uma medicação endovenosa para manutenção do canal arterial aberto a fim de manter a estabilidade do recém nascido.

[ NOSSO ESPAÇO ]

Sobre a Clínica

"Quando acolhemos uma família, acolhemos também um sonho. Cada batimento importa, e cada etapa do cuidado é construída com ciência, sensibilidade e respeito."

A clínica foi criada para oferecer um ambiente seguro, humano e preparado para acompanhar gestantes, bebês e crianças com cardiopatias congênitas, incluindo a Síndrome da Hipoplasia do Coração Esquerdo (SHCE).

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